O Exército Português mantém o empenhamento no apoio às populações afetadas pelas cheias, em articulação com as autoridades competentes, assegurando uma resposta contínua, integrada e ajustada às necessidades identificadas no terreno.
Esta segunda-feira, encontram-se empenhados 1.645 militares, a desenvolver missões de engenharia, remoção de escombros e limpeza, desobstrução, contenção de caudais, patrulhamento de proximidade, comunicações, fornecimento de energia e iluminação, transportes, apoio sanitário e intervenção psicológica.
Para garantir esta capacidade operacional, estão mobilizadas 146 viaturas táticas ligeiras, 128 viaturas táticas pesadas, 21 máquinas de engenharia e 16 geradores, além de módulos de comunicações, complementados por meios preposicionados para emprego rápido sempre que necessário.
No período mais recente, registou-se um incremento do emprego de Módulos de Construções em Altura de Engenharia Militar, mantendo-se as operações de contenção de caudais nas bacias hidrográficas do Tejo e do Mondego. O dispositivo assegura ainda capacidade de resposta para a evacuação de povoações isoladas e apoio com módulos de energia e iluminação.
O esforço desenvolvido traduziu-se na proteção e recuperação de habitações, com a colocação de 207 lonas ou telas de proteção temporária de telhados e a reparação de 89 coberturas. No restabelecimento de acessos e apoio logístico, foram transportadas 292 toneladas de carga e abertos 380 quilómetros de itinerários e estradas. Na recuperação das condições de segurança, foram removidas 621 toneladas de escombros.
Foram igualmente disponibilizadas 1.826 camas, realizadas 833 patrulhas, apoiadas 235 situações de dificuldade social e efetuadas 73 intervenções pelo módulo de apoio psicológico. Foi ainda assegurado apoio de lavandaria, com a lavagem de 1.650 quilos de roupa.
Em operações de resposta imediata, foram transportadas 530 pessoas, instalados 220 metros de barreiras de contenção e utilizados 11.980 sacos de areia, reforçando a proteção de pessoas e bens nas zonas mais vulneráveis.
O Exército Português continuará a atuar onde for necessário e pelo tempo que se justificar, mantendo capacidades em prontidão e adaptando o dispositivo à evolução da situação no terreno.












